quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

CUM on in... and replace my dildo!

Totalmente fora!
Sinto, apenas dentro de mim.
Sinto-me apenas(,dentro de mim). Porém...

Entretanto, de uma novela desfasada no tempo e no espaço, ressoa um piroso: "Você nunca mais vai-se separar de mim!" (Não fosse este o canal público de radiotelevisão - ilustrando, nomeadamente, a sua antiguidade)
É a emoção... é da emoção... é com a emoção... é para a emoção... é pela emoção...
(Onde andas, Emoção? Risy, diz-me!!!)

Perdido nas 178 páginas de um manuscrito, realizado em papel formatado pelo MS.Word (versão 2003), sobressaem(-me) 3 palavras (e + 3):

CUM on in - Cama ou ninho?

enfim...
( . )( . )
( Y )

Palavras para quê?
Palavras para nada!
Overdose de palavras... over-word... over tudo.....
E....
Se esta merda é um jogo,
Game Over!

(bato na máquina. grito! expludo... volto a meter moeda, depois de meter a mão no bolso (já que não meto mais nada aonde nada se retira), que este nível está quase!)

Risy confortas-me com um futuro, porque...
"Tenho a certeza que ainda estou por nascer... não desespero! Sei quem sou, de onde venho, o que tenho, o que quero.... (ou não!)"

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

(Contra)Capa: Levantado do Chão

"Um escritor é um homem como os outros: sonha. E o meu sonho foi o de poder dizer deste livro, quando o terminasse: «Isto é o Alentejo.» Dos sonhos, porém, acordamos todos, e agora eis-me não diante do sonho realizado, mas da concreta e possível forma do sonho. Por isso me limitarei a escrever: «Isto é um livro sobre o Alentejo.» Um livro, um simples romance, gente, conflitos, alguns amores, muitos sacrifícios e grandes fomes, as vitórias e os desastres, a aprendizagem da transformação, e mortes. E portanto um livro que quis aproximar-se da vida, e essa seria a sua mais merecida explicação. Leva como título e nome, para procurar e ser procurado, estas palavras sem nenhuma glória - Levantado do Chão. Do chão sabemos que se levantam as searas e as árvores, levantam-se os animais que correm os campos ou voam por cima deles, levantam-se os homens e as suas esperanças. Também do chão pode levantar-se um livro, como uma espiga de trigo ou uma flor brava. Ou uma ave. Ou uma bandeira. Enfim, cá estou outra vez a sonhar. Como os homens a quem me dirijo."
José Saramago
Risy nem reparaste que já me ouviste 69 vezes!!! (lol)

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Ao amor... esse (pre)conceito etéreo!

"Demasiado sóbrio, por isso, sinto frio e
Vencer-me a mim prório é o meu maior desafio.
Sonho com o receber, mas sem praticar o dar
Nunca hei-de perceber o que temos a trocar.
Quem me dera a mera ideia de te poder ter a meu lado
Desconhece a prece que faço por um abraço imaginado.
Tenho por escasso o espaço, que nos tem separado, mas
Um amante sem amor não consegue ser amado!
Esquece-me! Entristece-me saber que ainda não me sinto à altura.
(Segura-me!) Há algo que me puxa p'ra baixo e
Acho que fui morte no passado e tu és vida futura.
Mostra-me o caminho (apesar de ser cliché), mas
Não sei o que te dizer (e por alguma coisa o é!).
Sob protesto evidencio: fizeste um teste e eu venci-o, mas
(Perco porque és como eu) escondes-te atrás do silêncio!!!


É da minha natureza querer sonhar e levar-te - sem destreza - para te segurar e amar-te.
És a leveza, que me corre no sangue; eu sou o negro do yin, tu és o branco do yang."





Risy e não percebes que me estou a tentar conhecer, pra auto-conceber num lugar mais próximo do local em que quero estar!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Me&U U&Me



Smokey Robinson a dar lições, afinal... "é de pequenino que se torce o pepino!"
Ou que se torce U... Risy, não sabes!!?!

Se fosse músico, formava a Banda Desenhada

Risy, achas divertido, piscas-me o olho e eu (ar)risco-te!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Desconstruo-me

"Hoje já acredito que um dia é só um dia,
"Ver pra crer" é a minha filosofia.
Faço quadros q não pinto, mas sinto que sou pintor;
As palavras dão o tom, o som das frases é a cor.
Sou insurrecto, mas completo... sou arquitecto,
Cautelosamente, vou projectando o meu trajecto.
Sou Corbusier, só não sei dizer em quê,
Penso tudo o que alma vê em busca de um porquê.
Irreverente como Bacon, atento como Gauguin,
Fixo e pinto os olhares de hoje, para os lembrar amanhã.
Sou pensador actual, Gilles Deleuze sem patine,
Sou Foster industrial, sou Walter Benjamin,
Sou Tolstoi, sou Lenine e o motivo já te disse...
Estudo o social, progressivo como Matisse.
Sou cegueira, lucidez; sou um mundo ensaiado.
Vou sendo metamorfose de um homem duplicado.
Sou Kafka ou Saramago pronto a ser repatriado,
Sou Venturi pós-moderno, sou Duschamp pré-fabricado.
Violento como Wagner, sou o som da intempérie.
Tipo Toulouse-Lautrec, também sou impresso em série.
Sou Leonardo que renasce, não há ninguém que me evite...
Sou surreal!!! Sou Dali e sou Magritte!
Sou Mondrian rigoroso,simplista no que faço.
Sou o Siza no espaço, cúbico, sou o Picasso.
Tenho o génio de Kandisnky no expressionismo
Marinetti na vaguarda, virado pró futurismo.
Sou Cézanne, que muda as regras do aplicável.
Brutal, como Malevich, sei que sou inexplicável.
Indefinível... Sou puro como Miró.
Momentos em que evaporo e continuo H2O.
Mudo de estado a caminho da insanidade,
Vivo como viveu van Gogh: sem qualquer receptividade.
Tento abalar o país, quando dou uso à voz.
Sou pessoa, sou dinis, sou camões, sou queirós.
Sou como tu... (único no ponto de vista)
E p'ra construir um mundo, sou um desconstrutivista!!!"


Risy desconstróis-me?
(Querias!!ahahah)

sábado, 2 de janeiro de 2010

(primeira mensagem de 2010)

"only when our hearts are
empty of the things of the mind
is there love
without separation, without fear
there is only love
there is no you or me in this state
there is only a flame without smoke"

- J. Krishnamurti