E já que, ainda por cima, a vida é pesada, diga-me lá, se puder, quantos quilos tem o amor?
E já que a paciência tem os seus limites, diga-me lá quantos são, que é p´ra eu saber se espero ou não."
Um som, um toque, um ruído
Desperto para uma existência sem sentido
Pois não sinto amor, não sinto nem pavor
Não sinto o temor de só poder ficar a dor
E passo a tempo a pensar, a reflectir
sem saber se devo renunciar ou resistir
Contigo, e de ti, te digo que senti,
Segundos (e)ternos de (res)sentimentos em mim,
E quero voltar a adormecer,
Entrar no mundo imaginário e aí poder receber
Carinho_ cenário desse tal caminho
De um sonho irreal cujo fim já adivinho
Mas qual o motivo….
Do final modesto de um sonho_ tão positivo? (…)
Smokey Robinson a dar lições, afinal... "é de pequenino que se torce o pepino!"
Ou que se torce U... Risy, não sabes!!?!
Risy, dás-me um abraço porque sabes que as nuvens passaram? Risy, olhas-me nos olhos, porque só assim tem de ser. Risy, percebes que as palavras doem, os olhares ferem e o silêncio mata, mas... com um sorriso tudo se esquece!
"Now on the regular, not a church girl / she was secular, not about the money / somebody redirected her / I know I met her at a earlier age / but she dont' look the same way on a page / got a brother confused / and I ain't willing to lose / You can believe me a fool / when its cool, cause after all of this music / I tell her "je ne parle pas francais" / but when the rhythym is cool / it doesn't matter if together we move / Come on!"
Risy, dizes que sou louco... (Acho que tens razão!)
"Tu es normal / Tu respecte chaque critère / Normal et pas un cheveu de travers / Tu es normal / Ton destin linéaire / Normal et ça ç'est le monde a l'envers
(...)
Mais tu es normal / Et les yeux rarement vert / Normal un voile sur les paupières / Tu es normal / Tout tes rêves aux vestiaires / Normal et ça ç'est le monde a l'envers (...)"
Hocus Pocus - Normal
Apesar da frieza que me invade, devido a este INverno rigoroso, é com alguma ironia que sinto o cinto a apertar, na época natalícia!
Detesto a delícia característica deste período, servida gélida e em tom sarcástico...
Penso que sim, penso que não... Penso, penso, penso. Penso sem solução...
Isto é como tudo... "longe da vista, longe do coração" (ou não!)
Risy, ignoras(-me) os mom-mentores... (lololol) feliz navidad
O que hoje me assusta. O Tempo. O que passou. O que passa. O que passará.
Cada vez mais vejo no Tempo a importância que nunca lhe dei… assusta-me pensar na rapidez com que ele se esgotou… na facilidade com que ele se desvanece agora no meu uso cada vez mais rotineiro da palavra “passado”.
Interrogo-me agora, de forma quase obsessiva, das escolhas e possíveis variantes de um qualquer trajecto. Assumo o gozo em relembrar esse passado, em pensar nos percursos tomados e nos momentos por eles criados. Apercebo-me com isso que tal obsessão apenas subsiste porque, cada vez mais, me vejo aprisionado num qualquer fado inerente a um mundo que, de forma consciente (acredito), se vai sustentando através da tua (nossa) dependência dele. Dependência essa que, envolvendo-nos a todos, me vai provocando o sentimento de estar inevitavelmente ‘condenado a ser como todos os outros um dia’, perdido num labirinto, sem perceber como sair.
Válido será questionar se serei, de facto, ‘como gado com o jugo, mais um puto condenado ao lucro’. Pragmaticamente, sou tentado cada vez mais a afirmar: esvaziam-se assim, neste presente, as inocentes fantasias (passadas) da existência de um “eu” perante todo o sistema através do qual toda uma espécie (sobre)vive.
O negativismo inerente a tal afirmação torna-se, aparentemente, aspecto evidente de um realizável conformismo. Dois “ismos” profundamente perturbadores. Nesse sentido, reflicto, paro… Prefiro imaginar que, na verdade, reconhecer no presente tal inevitabilidade, se poderá converter no primeiro passo de uma nova viagem, alimentada pela íntima vontade (passada) de ultrapassar tal destino.
No que acredito...
A dita obsessão em relembrar o passado, com as suas inocentes aventuras, descobertas, vadiagens e aprendizagens, tornou-se, na verdade, no principal motivo deste quadro cinzento sobre o qual se vai revelando o presente. A vontade de o ter de novo provoca um inevitável contraste com a realidade de (necessária) adaptação do presente.
Mas (e haverá sempre um “mas”, espero) será também ele o motivo (e motivação) para a (inocente) imaginação e criação de um outro (e próximo) futuro, (novamente) com as suas fantasias, devaneios e ficções… serão esses fantasmas de um passado alimentado pelo inconformismo (e seus valores) que me permitirão ultrapassar o (aparentemente óbvio) tempo presente... com a positividade que quero (e sempre quis) que me envolva…
Risy espero não estar errado…