domingo, 2 de janeiro de 2011

domingo, 28 de novembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

fantasia


Fantasia:

Gostava que aquilo que nos mostram quando somos crianças fosse verdade. Não seria fantástico viver num mundo de fantasia, repleto de criaturas mágicas e brilho e cores? Onde existiriam príncipes para nos salvar, fadas para nos ajudar, animais com quem falar… e o melhor de tudo (porque é o melhor dos contos): a bruxa má é derrotada, sempre derrotada.

Sim, sei que existem no mundo pequenas “fadas” que nos ajudam e protegem, que estão sempre ao nosso lado para nos mostrar o melhor caminho, e que, se nos perdermos, nos ajudam a “nos” encontrarmos. E se virmos bem, se olharmos com atenção, podemos ver como a nossa realidade é cheia de brilho e cor. Porque, se todos nós olhássemos com atenção, iríamos ver um novo mundo: um mundo em que as flores têm todos os tipos de feitios e todas as cores, só para as podermos admirar, todas com o seu odor (para as podermos apreciar inteiramente); veríamos um mundo com uma estrela incrível que nos aquece todos os dias, que nos ilumina, e sem a qual não podemos realmente viver; um mundo com um satélite tão insignificante (que nem luz própria tem) mas que na verdade é das coisas mais bonitas que alguém já viu até hoje; um mundo em que há alimentos de todas as cores, para que nada se torne monótono (nem o simples acto de comer); um mundo cheio de água, água doce, água salgada, água fria, água quente, nas quais se encontram as criaturas mais incríveis, (ainda com tanto por descobrir); um mundo em que o azul do céu combinado com o verde das árvores se torna a beleza mais natural, (e perante a qual poucos são os que se importam e reparam, poucos são os que a sentem e respiram); um mundo em que o sol nasce todos os dias para sabermos que a vida continua, para sabermos que mais um dia começou, que as coisas podem melhorar. Mais um dia para poderes abraçar quem gostas, para poderes dizer um “Olá!” àquele vizinho rabugento. Na verdade é isso que te faz ser único(a), o facto de saberes que no dia seguinte tu podes ser melhor, que podes esquecer as coisas más, que podes renovar as tuas esperanças nas pessoas, no amor "na" humanidade, todos os dias; esse amor, num mundo que é capaz de amar, mas que se esquece disso, em que cada indivíduo só repara que não amou completamente quando é já tarde demais. Porque quando é tarde de mais já vês o mundo. Vês que afinal não viveste, que apenas sobreviveste, e que te arrependeste, e que passaste o resto do teu tempo arrependido e a lamentares-te… Acorda e vive!

Mas sim, eu sei, nos contos de fadas é tudo mais fácil, tens tudo sempre, acaba tudo bem. Aqui, na realidade, infelizmente, a bruxa má e/ou o papão nem sempre são derrotados, nem sempre no final da história vives feliz para sempre. Mas se puderes faz de tudo para estares feliz, para viver, não só sobreviver! Diz que o amas se não disseste, ele provavelmente sabe, mas diz na mesma, faz alguém feliz hoje, sorri para o mundo, dá tudo de ti e sente-te bem por isso.

Dá tudo para ti, dá tudo para todos. Sai e olha o céu, daqui a pouco o sol nasce outra vez e é um novo dia...


por: filipa, 23.11.10

terça-feira, 16 de novembro de 2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

terça-feira, 26 de outubro de 2010

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Caramba

"Ó senhor da loja, já que a vida é curta, diga-me lá, se souber, quantos metros tem a dor?

E já que, ainda por cima, a vida é pesada, diga-me lá, se puder, quantos quilos tem o amor?

E já que a paciência tem os seus limites, diga-me lá quantos são, que é p´ra eu saber se espero ou não."

Sérgio Godinho

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O Elixir da Eterna Juventude




Estou velho!

dói-me o joelho

dói-me parte do antebraço

dói-me a parte interna

de uma perna

e parte amiga

da barriga

que fadiga

o que é que eu faço?

escolho o baço ou o almoço?

vira o osso

dói o pescoço

é do excesso

do ex-sexo

alvoroço

perco o viço

já soluço

já sobroço

esmiúço os meus sintomas

e já agora, do meu médico

os diplomas

esmiúço

a consciência

e já agora, apresento a penitência

Ah que estou arrependido de ter feito e de ter tido ai oração, ora seja como a que ouvi na igreja Mea culpa, mea culpa minha máxima desculpa é ter vindo p´ro presente conservado em aguardente Quero ser p´ra sempre jovem as minhas células movem uma campanha eficaz água benta e água-raz O elixir da eterna juventude esse que quer que tudo mude p´ra que tudo fique igual estava marado falsificado é desleal! Vou implorar aos apóstolos mas é pior, que desgostos com tanto pecado junto não lhes pega nem o unto Vou recorrer aos meus santos esses, ao menos, são tantos que há-de haver um que me acuda senão ainda tenho o Buda Maomé vai à montanha o papa, ninguém o apanha na Rússia, o rato rói a rolha venha o diabo e escolha O elixir da eterna juventude esse que quer que tudo mude p´ra que tudo fique igual estava marado falsificado é desleal! Misticismo agora à parte envelhecer é uma arte "arte-nova", "arte-final" numa luta desigual Só me vou pôr de joelhos ante o mais velho dos velhos e perguntar-lhe o segredo de p´ra ele inda ser cedo Quando o espelho me mira já nem o chapéu me tira deito-lhe a língua de fora pisco o olho e vou-me embora O elixir da eterna juventude esse que quer que tudo mude p´ra que tudo fique igual estava marado falsificado é desleal!

Com um brilhozinho nos olhos, ficamos imóveis a dar uma de "téte a téte"!

"I don't have to leave anymore
What I have is right here
Spend my nights and days before
Searching the world for what's right here

Underneath and unexplored
Islands and cities I have looked
Here I saw
Something I couldn't over look

I am yours now
So now I don't ever have to leave
I've been found out
So now I'll never explore

See what I've done
That bridge is on fire
Back to where I've been
I'm froze by desire
No need to leave

Where would I be
If this were to go under?
That's a risk I'd take
I'm froze by desire
As if a choice I'd make

And I am yours now
So now I don't ever have to leave
I've been found out
So now I'll never explore

I am yours now
So now I don't ever have to leave
I've been found out
So now I'll never explore

So now I'll never explore..."

The XX - Islands

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Vivo uma Vida que não Quero nem Amo: Evolução (pela poesia)

Evolução

Fui rocha em tempo, e fui no mundo antigo
tronco ou ramo na incógnita floresta...
Onda, espumei, quebrando-me na aresta
Do granito, antiquíssimo inimigo...

Rugi, fera talvez, buscando abrigo
Na caverna que ensombra urze e giesta;
O, monstro primitivo, ergui a testa
No limoso paúl, glauco pascigo...

Hoje sou homem, e na sombra enorme
Vejo, a meus pés, a escada multiforme,
Que desce, em espirais, da imensidade...

Interrogo o infinito e às vezes choro...
Mas estendendo as mãos no vácuo, adoro
E aspiro unicamente à liberdade.

Antero de Quental, in "Sonetos"



Vivo uma Vida que não Quero nem Amo


Súbdito inútil de astros dominantes,
Passageiros como eu, vivo uma vida
Que não quero nem amo,
Minha porque sou ela,

No ergástulo de ser quem sou, contudo,
De em mim pensar me livro, olhando no alto
Os astros que dominam
Submissos de os ver brilhar.

Vastidão vã que finge de infinito
(Como se o infinito se pudesse ver!) —
Dá-me ela a liberdade?
Como, se ela a não tem?

Ricardo Reis, in "Odes" Heterónimo de Fernando Pessoa

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Privado

«Privatize-se tudo, privatize-se o mar e o céu, privatize-se a água e o ar, privatize-se a justiça e a lei, privatize-se a nuvem que passa, privatize-se o sonho, sobretudo se for diurno e de olhos abertos. E finalmente, para florão e remate de tanto privatizar, privatizem-se os Estados, entregue-se por uma vez a exploração deles a empresas privadas, mediante concurso internacional. Aí se encontra a salvação do mundo... e, já agora, privatize-se também a puta que os pariu a todos.»

José Saramago - Cadernos de Lanzarote - Diário III - pag. 148

sexta-feira, 30 de julho de 2010

1

Alguma vez sentiste que foste/és uma má pessoa?

quarta-feira, 28 de julho de 2010

breve...


Se vivo na ilusão, vivo na confusão
Se me entrego à alucinação, distorço a real visão
Mas não... não há comunicação
Entre eu próprio e o próprio 'eu'
Entre o que é meu e o que é 'seu'
Não me defino caminhos, mas seduzem-me destinos
Não existe audácia, atrevimento, coragem
Nem tão pouco perspicácia, andamento, para aguentar a dita miragem
O engano... de achar, imaginar, arquitectar
Seguido de um desencanto... de parar, distanciar, conformar
Consciente...
Ciente da falsa perspectiva imaginável
De ser realizável
Poder ter... tudo
Sem perder... nada

Risy achas que com isto sou negativo? Não... acima de tudo é sinal que procuro... uma (ainda) (inocente) esperança